4.12.09

Placebú

Como já falei, nas férias na França a parte musical foi horrível, minha experiência com as audições musicais foram sofríveis. A única coisa boa foi a aquisição do último disco do Placebo, ele é muito bom.

Voltaram aquelas guitarras com o som enferrujado, se é que você me entende, aqueles samplers saturados, o vocal pra fora, forte.

Só que tenho implicância com o novo baterista, o cara parece aqueles cachorros babões de filmes infantis, estabanados e sempre rindo feito um imbecil. Tocando é do mesmo jeito, pernas abertas movimentando braços por demais, parecendo aqueles sorridentes atletas que fazem propaganda de aparelhos de ginástica desconfortáveis.

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Saudades do Steve Hewitt, com seu ar cool manejando as baquetas, seu kit de bateria invejável, suas batidas fortes e precisas.

A minha implicância é mais visual, o novo drummer, Steve Forrest, leva bem o disco, com uma sonoridade um pouco diferente, as baquetas parecem mais soltas, prefiro a cozinha antiga, mas a nova não decepciona.

Voltando ao início então, o disco tá muito bom.

27.11.09

As introduções de Sweet Jane

Muitos colecionam muitas coisas, dizem que é mania de pessoas ansiosas, sei lá, mas ele não colecionava nada de muito diferente. Se pensarmos bem, devem ter milhares, quiçá milhões de outras coleções mais estranhas.

Ele colecionava introduções diferentes da música Sweet Jane, não versões diferentes por diversas bandas, tinha que ter o Lou Reed junto, senão, não valia.

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Ele já tinha diversas peças em fita cassete e vinil. Também criara uma rede de fornecedores de variantes. Todos os comunicadores de radio um pouco mais antenados e críticos de música, de revistas ou jornais, já tinham recebido sua solicitação, junto de uma lista de quais itens ele já tinha.

Mas tudo ficou diferente e mais importante depois que ele conheceu Jane, não era a Suit Djeini, era Jãne mesmo (mim eu, tu Jane), e a pronuncia do nome era a única coisa que ele não achava perfeito nela. Jane tinha o cabelo castanho meio loiro, curto com um volume maior de um lado, raspado do lado esquerdo sobre a orelha, magra, alta e olhos indecisos entre o verde e o azul, com o magnetismo de um redemoinho sugando toda a atenção - magnetismo de um redemoinho? -, isto não tem sentido, até pensei que dava, mas como magnetos têm polaridade não devem causar este efeito giratório, sei lá, mas dá para entender.

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Depois disto, ele só imaginava como iria abordá-la e falar de sua estranha coleção. Estranha para um não roqueiro e admirável para um iniciado, além disto, aquela letra, que ele traduzira com um dicionário na mão, não fazia sentido para ele. O que ele gostava era aquele esquema de ora a introdução ser baseada no baixo com um funk, ora em cima da guitarra. O legal era aquele clima de jam session e aquela melodia maravilhosa da música, nunca se ligou em letras.

Mas e se ela não gostasse da música, simplesmente por não gostar de rock, de música estrangeira, ou pior, se ela fosse entendida do assunto e não gostasse por achar o Lou Reed um depravado.

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Paralelo a isto, um crítico de música, um daqueles que receberam as centenas de cartas que foram atiradas para todos os lados, respondeu. Aquele envelope veio gordo, com uma fita cassete e uma versão nova, com uma introdução inédita para ele, gravação tosca, pirateada num gravador de mão, além disto, o jornalista falava da tournê européia do Lou Reed. Ele já vinha guardando grana para isto, ver ao vivo, no instante exato que nascia mais uma improvisação daquela música mutante, instante único no universo.

Mas a grana era só uma desculpa para dizer que estava fazendo algo neste sentido, no fundo ele sabia que não teria a coragem necessária para ir sozinho para um local desconhecido, sem saber onde ficar, como comprar o ingresso, como chegar ao local, como falar com um dicionário na mão, como pedir comida, como sair tarde do show, que tipo de público vai num show destes, e se o Lou Reed morresse de overdose antes do show, se alguém roubasse o passaporte, pera ai... ele não tem passaporte, onde se faz passaporte? E se o drogassem num bar e roubassem seus rins?

Para controlar tudo, ele planejou as fases, afinal tinha tempo para ir para Paris, três meses até o a data do show. Porque diabos não tinha um show em Portugal, Espanha que fosse, pelo menos poderia tomar uma cueca-cuela.

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Plano de ação: primeiro, dentro de três semanas, fazer o passaporte, depois procurar um pacote de turismo na mesma data, assim todos os problemas de estadia e locomoção estariam mais ou menos resolvidos. Onde encontrar dinheiro da França? Qual a moeda mesmo? Franco? Onde conseguir ingresso? O crítico mandou um telefone, talvez tentar com ele. E na volta contar para a doce Jane o que ele fez só para impressioná-la, sem dúvida seria a oportunidade de entrar na loja e puxar papo com ela.

As três semanas passaram, chegou a hora de tomar uma atitude, como fazer passaporte? Ele não conhece ninguém que tenha saído do país, nem para o Paraguai, só aquele cara que vendia G-Shock no escritório. Polícia federal, foto datada, cópia de documentos... acho que não vou mais, assim ele pensou... e a fantasia se acabou.

Desistiu de sua coleção de Sweet Janes.

E Jane? “Jane era apenas uma balconista”, ele lembrou da letra mal traduzida. E ao fim e ao cabo a Jane ficou no mesmo caminho do show, planos e planos e nunca a ação.

A fantasia é tão mais fácil, só não pode ter data de validade e personagens reais em paralelo.

12.11.09

Apego Versus Quantidade, ou Geração Y.

Hoje se fala muito da geração Y, o que são? De onde vieram? E para onde vão?

geração Y

Já ouvi falar de geração Z, certamente terá, mas acho que não amadureceu muito. Tudo que vou falar aqui é minha opinião, sem consultas antropológicas ou visões mercadológicas, é apenas a minha visão, uma de dentro (da minha tal de geração X), outra de fora, da tal de Y. Sendo que tenho a distorção de duas paredes transparentes, a que estou dentro e a que estou por fora.

Mas vamos lá, acho que posso iniciar me referindo a tal blank gereration. Depois de guerras, paz e amor, ficou realmente um vazio, nada estava dando certo, afinal para onde vamos? Só que os caras pegaram carona e disseram, somos a Blank Generation, sem conceitos e pré-conceitos, estamos vazios para preenchermos e sermos preenchidos, isto foi mais um conceito cultural dos anos 70 no lado de cá do mundo, enquanto a Europa via nascer o punk, a américa preenchia o vazio literário e musical com o faça você mesmo made in EUA.

Depois, pós punk, a raiva externada contra o mundo começa a se voltar contra o feiticeiro, não sei se por falta de efeito, por saber que o “No future”, não é só um slogan libertador e sim um triste destino, uma geração perdida e sem perspectiva simplesmente se acomoda e espera pelos resultados.

A geração X está formada, dentro dela, tem os dissidentes, os yuppies, os alienados de sempre, a formação dos conceitos dos nerds etc, mas a juventude pensante fica estagnada, sem tesão. Um mundo de idéias sem colocar em prática. Em termos de comunicação, ainda nada de novo, só cresceram as velhas mídias, TV, rádio, cinema, livros, revistas, vinil. Algumas novidades, mas só evolução, nenhuma revolução ainda, vídeo cassete, CD, DVD, o tal de computador, mas só como uma ferramenta solitária, sem rede.

Esta geração reviveu o lado sombrio de tudo, a idéia de um grande controlador que fornecia segurança pelo braço forte, que controlava tudo e te deixava meio sem responsabilidades sobre o futuro começou a ruir, a igreja perdeu força e começou a ser questionada, os grandes governos perderam força, estamos no liberalismo, cada um por si e Deus por…? quem?

A falta da rodinha que equilibrava a bicicleta da vida gerou a insegurança e parou-se de pedalar.

Creio que esta geração meio que parou de pensar, cresceu e procriou, sem refletir seguiu pela trilha a pé, remoendo passado, culpas e remorsos.

Tudo que não tive, ou o pouco que experimentei, tenho que ampliar para as gerações futuras.

geração Y 2

Isto veio junto com a reversão do capitalismo, os anos 70 e 80, onde a demanda era maior que o mercado mudou totalmente, indústrias extremamente produtivas democratizaram e possibilitaram a profusão de bens a todos.

Ai que eu acho que começou a tal de geração Y, da carência da X veio o excesso da Y. A sociabilidade das crianças aumentou, os amigos formados na escola somaram com os de mil outras atividades. Dois pais trabalhando gerou necessidade de mais atividades externas e mais convívio, mais presentes. A indústria dos aniversários de criança começa a se desenvolver, dezenas de festas, centenas de presentes.

Maior número de separação de casais, mais parentes gerados para as crianças. Vem a adolescência, conceitos de ficantes, somatório de beijos e amassos.

A tal de internet chega, é tudo ao mesmo tempo, tudo esta ao alcance.

geração Y 3

Todos estes excessos geraram um compartilhamento de apego, não se apegam mais com 100, 50, 33% aos poucos brinquedos, programas de televisão, roupas, amigos, “namorada(o)s”. Tudo agora é as centenas, não há tempo para dedicar muito a pouco, se perde muito com isto!

O mar é muito grande para mergulhar mais fundo em um ponto.

Acho que esta diversidade e quantidade obrigam esta geração a ser como são, LÍBEROS, devem jogar em todas as posições ao mesmo tempo, é muita informação para pouco tempo e para eles não existe a cultura do apego que nós das gerações anteriores adquirimos.

Acho que acabei falando mais da X que da Y, mas sem dúvida a última é consequência desta minha geração. E como bom representante da geração X, tento me aprofundar em tudo e me preocupar mais com as causas do passado do que o resultado no presente.

15.10.09

A nova Era do Rádio.

Estes tempos fui convidado para fazer um programa de rádio via web, ligado a um site de tecnologia o www.baguete.com.br/.

Depois do convite do grande amigo e entusiasta de tecnologia e cultura, Sr. Pier Riboni, tentei fazer um release do que seria o programa, infelizmente a idéia não foi adiante, abaixo um rascunho do que seria o programa.

Objetivo.

Programa que gire em torno de um assunto, relacionando bandas de rock ou pop que tenham em comum determinado tema.

Quanto aos assuntos podem ser os mais diversos como,

Geográficos - Bandas de uma mesma cidade, estado, região, país ou continente, ou músicas que falem sobre elas.

Tecnologia - Música gerada a partir de uma determinada tecnologia, tipo de guitarra, distorção, computador, sintetizador, estúdio.

Pessoa - Uma breve entrevista com pessoas de tecnologia e sua seleção sonora, ou então discos de bandas diversas com o mesmo produtor.

Tema - Músicas sobre determinado esporte, carro...

Moda – Músicas como apoio ou gerador de tendências na moda.

Esta idéia surgiu de uma comparação, que tentei fazer no meu blog e acabei não publicando, sobre a relação de apreciadores de vinho e de rock, onde as regiões, a uva, o blend, o produtor, o ano e outras características influenciam no produto. Assim como diversas variáveis influenciam no rock. E a partir de determinado instante, o apreciador, já define todos os aromas e sabores na primeira audição.

Formato.

Os programas serão semanais ou, preferencialmente, quinzenais e os temas não terão uma sequência, podendo repetir ou intercalar assuntos de acordo com o humor do produtor.

Possíveis nomes.

Ponto em comum.

Ponto de encontro.

Relação musical.

Convergência sonora.

Sensível ao contexto.

Backbone. (estes últimos para iniciados em tecnologia)

Programas pilotos.

O primeiro programa seria sobre a cidade de Glasgow, Escócia.

Pequena história da cidade que conheci em 2001.

Bandas:

  • Camara obscura.
  • Jesus and Mary Chain.
  • Belle and Sebastian
  • Mark Knopfler (tem que ter algo mais conhecido né?)
  • Glasvegas
  • Travis
  • Aztec Camera
  • Delgados
  • Franz Ferdinand
  • Mogway
  • Orange juice
  • The pastels
  • Primal scream
  • Simple Minds
  • Teenage Fanclub

O segundo seria sobre o programa de rádio Peel Sessions da BBC, que gerou milhares de gravações em seus estúdios.

Músicas gravadas no programa dele com todos os ícones do rock alternativo. Para ter uma idéia de quem já tocou lá é só entrar em http://www.bbc.co.uk/radio1/johnpeel/artists/ e escolher uma letra.

Terceiro programa sobre rock industrial, saindo da era pré sampler e sequenciadores, (Cabaret Voltaire e Einstuerzende Neubauten) passando pelos primórdios destes equipamentos (Young gods) e chegando a definição atual com Nine Inch Nails e Ministry.

Outras sugestões de programas, para outros “analistas de negócios”,

Programa de entrevista com pessoas de outras áreas e que são usuário de tecnologia. Profissionais como médicos, arquitetos, engenheiros, gerentes de projetos, comerciantes e vendedores, apresentando suas dificuldades. Acho que poderia render um conjunto de oportunidades, para os profissionais da área de tecnologia antenados e que sabem oferecer soluções para problemas reais.

Penso também em um programa de humor relatando as histórias engraçadas que toda TI tem sobre os usuários e ela mesma. Poderia ser um formato de bate papo tipo os programas Cafezinho e Pretinho Básico de FMs locais.

No link (http://www.rollingstone.com.br/edicoes/33/textos/3784/ ), uma matéria que saiu na revista RollingStone sobre rádios na Web.

Bem, esta era a minha idéia de um programa de rádio, quiçá um dia eu coloque em prática, e conforme a preguiça deixar vou criar alguns setlist de programas temáticos, dai se alguém quiser é só pegar e gerar a sequência.

Acho que todo radialista tem que ter um bordão, ainda não tenho, aceito sugestões.

5.10.09

Infinito II

continuando e encerrando, por enquanto, o assunto sobre o infinito.

O que diriam algumas celebridades sobre o infinito II “ a missão”.

Carlos Drummond de Andrade

“No meio do caminho tinha um infinito
tinha um infinito no meio do caminho
tinha um infinito
no meio do caminho tinha um infinito”.

Andy Warhol

“No futuro todos terão 15 minutos de infinito”.

Fernando Sabino.

Dizem que a frase é dele, mas tenho dúvidas…

"No infinito tudo dá certo, e se não deu certo é porque ainda não é infinito."

 

O Infinito dentro do finito.

Normalmente crio uma idéia e depois vou desenvolvendo. Listo tópicos e depois tento expandir, mas sempre esqueço o que motivou o mesmo. É como o caso da idéia fantástica no meio da noite, quando acordamos não lembramos mais, mas temos a nítida impressão que era a descoberta do “moto continuum”.

Mas vamos lá, a minha idéia de infinito dentro do finito é algo como andar no perímetro de um círculo.

É o caso da vida, enquanto vivos podemos fazer coisas infinitamente, quase sem limites.

“Eterno enquanto dure”, é uma boa frase para este tópico.

São também coisas pequenas que apresentam grande conteúdo, esta relação entre tamanho vrs conteúdo, algo como ( infinito = tamanho/conteúdo ), gera um número perto do micro infinito. O átomo é um bom exemplo, tão pequeno e tão poderoso.

Isto tá parecendo auto-ajuda, “temos poderes inesgotáveis dentro de cada pequeno átomo de nosso corpo, se cada um tem todo este poder, imaginem todos eles juntos”. Lembrando, isto não é sério, estou tirando uma.

finito dentro do infinito.

Este caso é o mais simples de exemplificar, é a nossa vida diante da possível infinitude do universo.

Tentativas de Koans.

A morte é infinita?

Qual é a menor partícula infinita, ou imutável?

A frase de Lavoisier é finita?

O infinito é imutável?

E talvez a derradeira definição do infinito.

Esta vem de meu sobrinho, ainda com quatro anos, perguntando, o que é infinito? E seu irmão de 16, respondendo:

Infinito é um oito deitado.

27.9.09

Brian Molko et Asia Argento Je t'aime moi non plus

Um clásico da musica francesa pelo Brian Molko, vocalista do Placibú, como falam os franceses.

Último dia de França.

Dia da despedida da cidade luz e do velho mundo. Deixamos tudo certo no hotel logo cedo para retornar as 16:00 pegar a bagagem e ir para o aeroporto.

Fomos visitar o museu D’Orsay, antiga estação de trem que foi transformada em um museu muito simpático e com uma grande qualidade nas obras. 

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Foi uma ótima escolha, tínhamos algumas opções e pouco tempo neste último dia.

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Tive oportunidade de fotografar algumas obras do Van Gogh, que não registrei quando estive em seu museu em Amsterdam.

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Queríamos visitar o Pere Lachaise, mas fica para uma próxima.

Depois fomos almoçar em um Paul, não tínhamos tido a oportunidade de ir em um na sua terra natal, mas guardávamos ótimas recordações quando fomos em uma filial em Londres.

A tarde, para encerrar esta viagem, fomos dar um passeio de barco pelo Sena, vendo muitos dos pontos já visitador por outro angulo. Aqui se encerra a saga Amsterdam, França, Paris. Creio que este descritivo me auxiliará, no futuro, a manter as lembranças. Acho que esta viagem possa gerar mais posts no futuro, vamos aguardar, mas por enquanto chega.

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10.9.09

Sétimo dia na França e primeiro em Paris

Dia de entregar o carro em Paris.

Planejamos todo trajeto de Château Thierry, onde pernoitamos, até Paris nos mínimos detalhes. Pois dirigir em grandes cidades desconhecidas me estressa muito, ainda mais no exterior, onde as sinalização e leis de transito nem sempre são familiares.

Mas graças a um bom planejamento e um pouco de sorte conseguimos deixar as bagagens no hotel e depois entregar o carro. Da Hertz já fomos direto a pé pela cidade  luz, logo a algumas quadras encontramos o arco do trinfo, antes fomos recepcionados por um grupo de acordeonistas que fazia uma apresentação, com músicas típicas, em uma ruela do caminho.

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Subimos os incontáveis degraus do arco, que oferece uma bela vista da cidade, após isto fomos em direção a torre Eiffel pela Champs Elysees.

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No caminho uma parada em um restaurante italiano, e finalmente pude tomar um vinho ao meio dia, afinal não precisava mais dirigir. Foi muito boa esta parada, boa comida, bom vinho, choveu um pouquinho neste intervalo e era um lugar agradável na calçada. Já estávamos um pouco cansados de caminhar e ainda tensos da travessia motorizada em Paris e mais um probleminha de reserva no hotel, estava agendado a entrada na terça então cancelaram, sorte que tinha vaga ainda e conseguimos acertar a reserva até sexta.

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Passamos pela torre, nem cogitamos em subir, a fila estava enorme. Neste dia apareceram umas fotos insólitas pelo caminho. No total foram 1300 fotos da viagem, publiquei 360 no site Picasa, caso alguém queira vê-las é só pedir.

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Fomos para os invalides e depois em direção a catedral de Notre Dame, sempre a pé por todos os locais. Paradas em algumas livrarias e cafés, em todos os lugares as TVs estavam ligadas no Tour de France.

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Na catedral o impacto não foi muito grande, não pareceu tão grande como eu imaginava, mais o cansaço e uma gentarada se empurrando e falando alto. Na hora estava iniciando uma missa e o padre pedindo silêncio toda hora.

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Depois passamos pelo Hôtel de Ville e olhamos algumas lojas, voltamos para o hotel de metrô e já fizemos reconhecimento das linhas e estações que precisaríamos utilizar nos próximos dias.

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O hotel Kyriad, da rede Louvre ,estava identificado como bairro MontMartre, mas na verdade ele estava na fronteira com o Pigale, que é o bairro da luz vermelha de Paris, tinham uns bares e boates destinados a mais antiga das profissões, mas tudo tranquilo. E chegávamos cedo no hotel, e como escurecia depois das 10:00h não tivemos nenhum inconveniente.

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